ARTE NA RAIA

Exposição de artes plásticas a levar a efeito pela Galeria Vieira Portuense, no Ecomuseu de Barroso - Espaço Padre Fontes, com inauguração pelas 16horas do dia 1 de Outubro, patente até 2 de Dezembro.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

7. HENRIQUE VAZ DUARTE

"Murmúrios"/ 2016/ Óleo sobre tela/ 100x100 cm
4.000,00€

Henrique Manuel Ramos Vaz Duarte
Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra (1979)
Exercício de advocacia. Comarca de Aveiro (1980/2002)
Gestor do espaço Quinta do Ervedal- turismo de habitação www.quintadoervedal.com 

Exposições:
1979. Licenciatura em Direito.1980Frequência da ESBAL e do IADE. 1984Individual, Galeria CEJ, Lisboa.1985 Individual, Galeria Interforma, Porto. VI Colectiva da Árvore, Porto. 1988 Individual, Galeria Pedro Guimarães, Porto.Bienal de Desenho, Porto.1989Individual, Galeria Quattro, Leiria.1992Colectiva, Galeria Almada Negreiros, Lisboa.1993XIIColectiva da Árvore, Porto.1999Individual,Galeria D. Diniz, Vila Nova de Cerveira.2003Individual, Galeria Abades, Sevilha. 2004 Individual, Solo Gallery, Edimburgo.Colectiva Aveiro-Arte, Aveiro. Bienal Artevent, Lille.2006Colectiva, Galeria Servartes,Porto.2007 Colectiva, Galeria Sacramento, Aveiro.2011Individual,Museu do Douro, Régua.2012Individual, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto. Individual, Fundação José Rodrigues, Porto.2014Bienal de Arte - India ArtFair, Nova Deli. Colectiva Arte Mupi, Lisboa. Colectiva de apoio a Juan Miró, Fundação José Rodrigues, Porto.Colectiva, Casa da Liberdade Mário Cesariny, Lisboa. Colectiva Galeria Vieira Portuense, Porto2015 I Bienal de Arte de Gaia. Douro Art Fair, Baião. Colectiva, Galeria da Quinta do Ervedal. Colectiva Museu Caves Santa Marta.2016Colectiva Onda Bienal Gaia. Colectiva Museu Caves Santa Marta. Colectiva Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, Alfândega da Fé.

                                                                                                    ……
Desenhador na revista Vértice, Coimbra 1973/74.
Ilustrador no jornal Litoral, Aveiro 1985, 1986.
Director do pelouro de cultura do Clube “Os Galitos”, Aveiro. (1985) Tem lugar o 4º Salão Ibérico de Fotografia, e desempenha funções de júri de selecção e premiação juntamente com Ana Esquível e Vasco Branco. Autor do texto no catálogo.
Membro da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Aveiro (1986 e 1987)
Fundador da galeria Maria Isabel, sita na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, 29 em Aveiro. Como galerista, nos anos 1987,88 e 89, organizou as exposições de Manuel Magalhães (fotografia), Quintas (pintura e escultura), Paula Tavares (desenho) José Pastor (fotografia), Cristina Maldonado (pintura), Renato Roque (fotografia) Vic (cerâmica) Eduardo Gageiro (fotografia) Manuela Soares (escultura), Grupo “Jardim das Delícias” (Performance) com Heitor Alvelos, António Olaio, Orquídea Calisto, entre outros.
Membro do Júri do Festival de Cinema de Avanca nos anos 2011, 2012, 2013 e 2014.

Filmes no YOU TUBE:
“Henrique Vaz Duarte Promenade.” Realização 3 Ponto Atelier.
 “Rita’s matrix”. Realização de Manuel Costa e Almeida
“ Águas para Almas”. Realização de Manuel Costa e Almeida


Paisagens Rusticanas
O surgimento da fotografia foi, indubitavelmente, um factor determinante na evolução da pintura, nos seus aspectos formais e de conteúdo. Poder-se-á dizer que o surgimento da placa de nitrato de prata empurrou a pintura numa fuga para a frente em direcção a formalizações icónicas até aí insuspeitas.
No após realismo, a uma sucessão de inquietações: impressionismo, simbolismo, fauvismo, cubismo, abstraccionismo, …. conceptualismo, …. até que (e para além da viagem pela transrealidade do surrealismo) o hiperrealismo e realismo fotográfico integram a fotografia e elaboram um discurso do real ao segundo grau.
Banalizada a inovação, superadas as dificuldades técnicas, a pintura integra a “perfeição do sistema mecânico” e junta-lhe a individualização do objecto único, do gesto específico, da obra identificável per se.
Henrique Vaz Duarte faz este discurso do 2º grau – realidade-fotografia-pintura – declaradamente e, no entanto, a este modo de dizer “exacto” junta e com ele conjuga a expressão pictórica pura do croqui, da cor e do risco libertos das formas, da decomposição ou composição organizativa da superfície pintada. É como que um diálogo entre a pureza do real preso na foto e evidenciado pelo pincel e a pureza das superfícies que se pode buscar em Mondrian, ou as áreas dum minibal bad, ou talvez um modo de expressionismo informal.
É a construção dum “cenário” (como o autor afirma), mas também a viagem inquieta pelos cenários conceptuais, da história da pintura. A viagem ainda não é síntese. É só espanto por cada visão obtida, por cada olhar que encontra o inesperado, por cada paragem no percurso.
Estudada a pose, medida a situação, composto e recomposto o contexto, pinta com aplicação e “métier” a imagem parada no tempo e no espaço. Depois acontece o instantâneo ou não. Existe o contrate ou não. Fala um dizer diferente que fala dum momento específico de criatividade. Por vezes o inesperado: um discurso pictoral composto de diversidade que procura a unidade nos opostos.


Porfírio Alves Pires
(Texto do catálogo da exposição “Paisagens Rusticanas” - Galeria Quattro, Leiria, 1993)

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